"It was one of those days when it's a minute away from snowing and there's this electricity in the air, you can almost hear it. And this bag was, like, dancing with me. Like a little kid begging me to play with it. For fifteen minutes."

24
Jan 10

faz hoje 2 anos, inteirinhos, que assinei a escritura do meu cantinho no mundo.

e faz hoje 1 ano e 20 dias, contados pelos dedos, que te fui buscar ao teu cantinho d'abrigo.


lembro-me de percorrer a página, lentamente, e de parar naquela personagem enigmática. patinhas brancas, olhar assustado. cinzenta, como a primeira gata que tive, ainda criança. [Oriana, baptizada segundo o maravilhoso livro de Sophia. Oricas para os amigos ou Gata-Mãe para os meus pais.]

não sei se foi precisamente isso: saudades de uma Oriana que era tão especial como diferente. ou se foi empatia imediata por aquele olhar de bichinho assustado que não sabe bem onde está ou para onde vai. na altura, nem me ocorreu interrogar-me porque é que todos os gatos para adopção tinham várias fotografias em diferentes posições, habitualmente a brincar ou a dormir pacificamente, e tu só tinhas uma, com ar fugidio e duas mãos humanas a manterem-te na objectiva. que interessava? poucos dias depois, armada de uma transportadora e terrivelmente feliz, fui buscar-te à tua família de acolhimento.


a sala era um festival de gatos - de todos os tamanhos, cores e simpatias. só tu estavas desaparecida. percorri todos os cantinhos com o olhar, mas em lado nenhum se via a minha pequena peste cinzenta. as tuas amas procuravam-te também, e eu comecei a sentir um piquinho de inquietação: estavas escondida, no canto mais inacessível da sala, com um olhar absolutamente aterrorizado.


já em casa, abri a tua transportadora. saíste, muito calada, muito quieta. eu mostrei-te o teu quarto de banho e a tua salinha de refeições. e depois, pus-te no chão. e tu desapareceste.

simplesmente desapareceste.


encontrei-te debaixo do sofá, no cantinho mais protegido da sala. chamei por ti. nada. achei melhor não forçar.

um dia.

dois dias.


três dias.

não saías do teu esconderijo. a tua comida permanecia inalterada. a tua areia, impecavelmente limpa. diacho. eu estava triste e preocupada. e tomei uma decisão: se não te alimentasses nesse mesmo dia, teria que te devolver.

com o máximo de meiguice possível, arrastei-te do teu esconderijo. apertei-te no meu colo, esmaguei pedacinhos de comida entre o polegar e o indicador e aproximei-os do teu focinho. lentamente, começaste a comer. quando estavas satisfeita, encostei-te contra o meu peito. achei que todo o mamífero se sente em casa perante o barulho de uma respiração e um bater de um coração. adormeceste, muito devagarinho. nesse dia, tornei-me a tua melhor amiga.


1 ano e 20 dias depois.

segues-me para todo o lado. corres para mim aos saltos quando entro em casa, e protestas - audivelmente - quando passo demasiadas horas fora dela. estás sempre no mesmo compartimento que eu: se estou a ver televisão, estás nas costas do sofá com o focinho apoiado no meu ombro esquerdo; se estou na cozinha, estás num dos bancos altos ou no parapeito da janela; se estou no meu quarto, estás aos pés da cama ou em cima da cabeceira. nem no quarto de banho tenho privacidade - enquanto eu tomo banho, esperas pacientemente deitada no bidé. não morres de amores pelo secador de cabelo, mas aguentas firmemente junto aos meus pés.

já és crescida, mas continuas a preferir comida de gato bebé. melhor do que isso, só os pedacinhos que me obrigas a tirar do meu prato para ti, com o teu olhar absolutamente insuportável. quando te assustas por qualquer motivo, corres para mim e enterras o teu focinho com força no meu pescoço.

comprei-te já tantos brinquedos diferentes, mas os teus preferidos continuam a ser os meus elásticos de cabelo, que roubas sem dó nem piedade e que te divertes a atirar a mais de metro e meio de altura para depois apanhares em pleno voo. eras capaz de passar horas na varanda a mordiscar as plantas que eu tão carinhosamente planto e trato.

nos dias de chuva, passas um tempo infinito sentada na janela a olhar para o horizonte.

quanto trouxe um elefante de peluche gigante cá para casa, não te incomodaste minimamente. mas quando as mesmas pessoas me ofereceram um tigre com 5 vezes o teu tamanho, sentiste-te ameaçada e atacaste.

não gostas de pessoas. para além de mim, digo: não gostas quando alguém vem cá a casa. nesses momentos, voltas a menina e refugias-te no teu canto preferido debaixo do sofá. tenho amigos que nunca te viram sequer o focinho.

és um sismógrafo peludo e saltitante, e raras vezes te vi tão inquieta como nas horas que antecederam aquele pequeno sismo em dezembro. todos os dias, por volta da meia noite, és possuída por um espírito ruim que te faz dar corridas estonteantes e derrapar soalho fora a grande velocidade. és uma adepta da velocidade, e por isso gostas de dar as curvas na parede.

às vezes percebes, aborrecida, que eu não me lambo como devia, e decides tu própria assumir esse trabalho de limpeza. quando eu me espalho no sofá, gostas de alinhar junto ao meu peito. gostas de te enfiar em todas as sacas vazias que encontras e fazes com que elas ganhem vida pela casa toda. gostas de mastigar as flores que me oferecem e que eu gosto de pôr numa jarra, na entrada. sempre que apanhas a minha cabeça ao teu nível, desatas a dar marradinhas como se não houvesse amanhã.

adoras pendurar-te e balançar nas cortinas da sala, mas por algum motivo que desconheço só o fazes na cortina que está parcialmente escondida atrás da chaise-longue. gostas de saltar para os meus joelhos e fazer patinhas durante horas nas minhas pernas. adoras enroscar-te no puf, e estás absolutamente convencida de que ele foi uma prenda para ti, e não para mim.

1 ano e 20 dias d'alice.

2 anos de casa própria.


uma e outra coisa fazem parte do mesmo todo inatingível.

diacho, fazem mesmo.


10
Jan 10

E agora tenho uma confissão a fazer. Coisa feia, como se adivinha. Daquelas que me fazem enrolar a perna esquerda na perna direita, cruzar os dedos e olhar para o chão – vergonha. Eu tenho um cabelo branco. Melhor: eu tinha um cabelo branco. Surgiu assim, sem avisar que vinha, do meio do nada, instalou-se no meio dos castanhos e por lá se deixou ficar. Eu olhei: “não pode ser”. E outra vez: “não pode ser”. Mas era. E branco. “Rais me partam.” E teimava em estar lá, todas as manhãs, radiante na sua diferença. E teimava em estar lá, em murmurar-me baixinho: também envelheces, criatura. O tempo também te rói a pele e o olhar. E o que não soubeste viver não volta: já foi. Também envelheces, criatura. Julgavas que o tempo te ia ser sempre leve? Também envelheces, criatura. E eu, a olhar para o espelho, a antecipar as rugas miudinhas que me irão desenhar o olhar. E eu, a olhar para o espelho, a antecipar as rugas maiores que me irão desenhar o sorriso. E eu, criatura, a perceber que também envelheço. E eu a não querer envelhecer, eu a querer ter sempre 22 anos, eu a querer sentar-me sempre em frente ao pc com as pernas cruzadas à chinês, como estou agora. Eu a querer “morrer por ser preciso/mas nunca por chegar ao fim”. E eu, finalmente, com uma única certeza: ainda tenho demasiadas coisas no passado das quais me arrependo para já começar a ter cabelos brancos. E arranquei-o. Já está: estava farta dos seus murmúrios, farta das rugas que ainda não tenho, farta de sentir o tempo a pesar-me. Arranquei-o: deixem-me prolongar esta minha ilusão de eternidade por mais uns instantes. Ainda que eu já saiba à partida que ela é limitada. Ela: a ilusão ou a eternidade. Tanto faz.

 

Umea, 11 de junho de 2005. foi quando eu escrevi isto, algures no meio de uma das minhas intermináveis "Crónicas do Círculo Polar". uma espécie de never-endind-story contada entre os sussurros da distância. lembrei-me disto na semana que passou. de manhã, na casa de banho, enquanto secava o cabelo. à pressa, sem tempo e sem espírito, com a alma engasgada nos sonhos que não tive. e foi então que o vi: entre o mar castanho, desorganizado e apressado. lá estava ele, tímido, pequeno, algo insolente: o meu cabelo branco voltou. por momentos, pensei que fosse uma confusão da luz. a Luz confunde-se, por vezes. pensei que fosse uma ilusão do brilho. procurei com mais cuidado: lá está ele. inconfudível, único, exactamente o mesmo. o meu mal-tratado cabelo branco que voltou a vida.

senti um início de raiva na ponta dos dedos. um nervoso miudiunho que me estrangulou os movimentos.

lembrei-me de uma conversa que tinha tido com um aluno de mestrado no início da semana. o rapaz insistia em tratar-me na terceira pessoa, hábito que me custou a corrigir. finalmente, ele confessou: "é difícil. por defeito, trato por você todas as pessoas que acredito serem mais velhas do que eu. e eu só tenho 20 anos, por isso...". eu saltei na cadeira: "diacho, só tenho mais 5 anos que tu!". mas, e de repente, fez-se luz: "espera, estamos em 2009, não é?". "2010", responde ele, solícito. o pequeno estupor. quando eu tinha a idade dele, também sabia instantaneamente a data actual sem precisar de pensar. "ah...." e contei pelos dedos, para ter a certeza - "então sou 7 anos mais velha que tu! mas isso não faz de mim potencial tua mãe, por isso é favor usar a segunda pessoa do singular, boa?".

hoje, andei à procura do dito cujo cabelo branco. mais calma, apertei-o entre o polegar e o indicador, para sentir as rugosidades de sua teimosia. por momentos, estive quase a arrancá-lo. mas depois, cresceu em mim um certo carinho por aquele sobrevivente. um cuidado maternal. decidi não o arrancar. decidi chamar-lhe anástacio. decidi aceitá-lo.

 

diacho: afinal de contas, e se estivermos efectivamente em 2010, eu tenho 27 anos. de resto, duvido que algum dia deixe te ter demasiadas coisas no meu passado de que me arrependo. e assim como assim, o anastácio até tem uma certa piada com a sua insolência teimosa.

rabiscado por catarina às 18:01
sinto-me:
música: noticiário da SicN

23
Ago 09

Deolinda, bem alto.

 

olho em frente: na minha varanda, o Hibisco abriu duas das suas flores e agita levemente as suas pétalas com o vento norte. ao fundo, no mar, passa um barco de quando em vez. a minha Alice brinca com as folhas das Gardénias e inventa insectos que persegue incessantemente pelo ar.

 

 

ontem, fiquei parada à porta enquanto eles se iam embora. acenei enquanto a porta do elevador se fechava entre mim e as nossas gargalhadas. sentei-me um minuto no sofá, mas um toque no telemóvel recordou-me que o segurança tranca as portas todas às 11 da noite. saltei para o elevador com o meu enorme porta-chaves e aterrei no rés-do-chão, antes de eles terem tempo para decidir se era boa ideia esconderem-se todos nas escadas para me pregarem um susto. abri a porta com a chave, acenei mais uma vez. subi pelo elevador, corri para o meu quarto, abri a janela e fiquei debruçada na noite, a ver-vos partir. um casal para  um carro, outro para o outro, uma troca que palavras que não percebo à distância, uma palmada no ombro, alguns pares de beijos, um aperto de mão. o vrumm-vrumm dos motores e depois só a noite e o meu mar. e, subitamente, atinge-me: o significado tremendo de amizades que duram há 17 e 12 anos. diacho. como eu gosto de vocês. até sou capaz de, por causa disso, mudar aquela fotografia que está na minha estante e que vocês teimam que é horrível, que eu sou a única que fiquei bem. ou então não. vou-vos contar um segredo: o que eu mais gosto naquela fotografia são as cores amareladas, gastas, comidas pelo sol. são os anos que passaram por ela enquanto nós crescíamos.

 

bebo o café aos golinhos pequeninos, como eu gosto de o beber. o telemóvel toca: ouço a voz* dos meus pais, perdidos de riso, depois de ouvirem o Dartacão que eu lhes enfiei no cd que fiz para lhes acompanhar as férias. Dartacão (Dartacão-Dartacão-cor-ren-do-gran-des-p'ri-gos), entre Dave Matthews e Deolinda. não tenho juízo, eu. e eles riem-se, os malucos.

 

mais logo, vou jantar com o meu irmão e a minha cunhada. depois de mais logo, vou com o meu irmão ver o primeiro jogo do nosso Porto no Dragom.

 

alguém me liga só para me dizer que tem saudades minhas.

 

 

 

eu olho a minha tese, em cima da mesa de trabalho. e, pela primeira vez desde que a entreguei, sinto uma espécie de alívio, uma alegria própria de quem está prestes a encerrar um ciclo.

e sorrio, sozinha.

se perguntarem por mim, digam que estou feliz.

 

* não é um erro: os meus pais são dois, mas falam a uma só voz.

rabiscado por catarina às 14:28
sinto-me:
música: Deolinda - Clandestino

17
Jul 09

o desafio é da Marta.

a ideia é reviver [enumerar, falar, enfeitar, sei lá, partilhar] 5 momentos da minha vida que tenham passado em câmara lenta.

então.

vamos.

lá.

 

1. a primeira vez que aterrei no meu cantinho escondido no norte da suécia. era março [ou seria já abril?], caía uma neve ventosa, muito abandonada, e eu achei que nunca tinha tido tanto frio na minha vida. para onde quer que eu olhasse, só via floresta. as poucas pessoas que viajavam naquele avião comigo já tinham ido para dentro do aeroporto. e eu fiquei sozinha, no meio da pista, com a neve a dançar no meu cabelo e a sentir-me absolutamente só, derrotada, incapaz. e achei que nunca tinha tido tanto medo na vida. e não imaginava - eu, que era tão pequena ainda, tão criança - que um dia sairia daquele aeroporto de lágrimas nos olhos, com a saudade dobrada às avessas. foi há pouco mais de 4 anos. parece que foi ontem. parece que passou uma eternidade. ou, às tantas, passou mesmo uma Eternidade.

 

2. todas as vezes que aterro sobre o meu Porto d'abrigo. [e ver-te ao longe, cidade, sentir-te tão Intensa no pulsar do meu coração. adivinhar-te as formas, antecipar-te as gentes, saber que mudaste, saber que és a mesma. perceber a tua Luz ainda que seja noite cerrada, sorrir às tuas sombras que são assim uma espécie de existires em mim. sossegar no teu Imenso granito e sentir que estou em casa. que estou em nós. fazes-me falta, sabias? fazes-me tanta falta quando estou longe de ti.]

 

3. uma noite bonita no início de agosto. uma sms a entrar no meu telemóvel: olhei para o céu e estava mais azul. terá chegado, perguntei-me?

 

4. aqueles 15 minutos.

 

5. a primeira vez que vi o meu irmão subir a um palco e cantar um fado de coimbra. diacho, todas as vezes que ouço o meu irmão a cantar fado de coimbra.

 


 

rabiscado por catarina às 23:52
sinto-me: longe.

15
Jul 09
  • acabar a tese;
  • escrever projecto post-doc;
  • defender a tese;
  • limpar a casa;
  • escovar a alice;

[agora que penso nisso, o melhor é trocar a ordem dos dois pontos anteriores... a desgraçada da felina anda-me a largar pêlo como se não houvesse amanhã.]

  • plantar uma árvore;
  • ter um filho;
  • eu disse um? queria dizer uma equipa de futebol - de filhos, claro está;
  • ser feliz para sempre;
  • cultivar as minhas próprias ervas aromáticas;
  • conhecer o Lucho e convencê-lo a voltar para o fêcêpê;
  • fazer um curso de culinária;
  • fazer um ano de trabalho voluntário em áfrica;
  • percorrer a europa de fio a pavio;
  • inscrever-me num ginásio e aguentar essa inscrição por um período recorde de 6 meses - inteiros;
  • ganhar o euromilhões e comprar o conteúdo de uma fnac inteirinha só para mim;
  • fazer um curso de fotografia;
  • praticar yoga regularmente;
  • aprender a cantar;

[e nisto salta a criancinha insolente que vive dentro de mim: não te estás a esquecer de nada? não, criatura. eu não me esqueço dos meus sonhos infantis de salvar o mundo. o único problema é que, nos dias que correm, não tenho grande tempo para dormir.]

 

rabiscado por catarina às 16:49
sinto-me: puuuuuf!
música: I've got a crush in you - Stacey Kent

já procurei outra explicação. já puxei pelo neurónio diurno e pelo neurónio nocturno. já levantei dados, desenhei experiências e rebati hipóteses científicas. mas a verdade é só uma: eles puseram o meu telefone sob escuta. e o meu telemóvel também. subornaram os meus colegas, amigos e familiares em troca de informações, e puseram um aparelhómetro localizador no meu katemobile. compraram um lugar no dragon ao lado do meu e sentam-se atrás de mim quando eu vou tomar café.

 

de acordo. nem me chateia por aí adiante que se tenham baseado na minha vida para criar uma banda desenhada. podiam era ter dito qualquer coisa antes...

 

 

PS: e eis que, ao sétimo dia de gloriosa resistência, o TóBisha  aterrou. assim sem nada que o fizesse prever, demorou 10 minutos a guardar um .docx com 16 páginas. portei-me bem e não o insultei. pelo contrário: fiz-lhe muitas festinhas e prometi-lhe formatação em setembro. lá se comoveu com o meu desespero e resolveu funcionar. pelo sim, pelo não, não vou exigir mais nada dele hoje e vou-lhe dar o resto da noite de folga. isto, claro, depois de ter feito as minhas cópias de segurança. e as cópias de segurança das cópias de segurança. e as cópias de segurança das cópias de segurança das cópias de segurança. e as...

 

rabiscado por catarina às 02:28
sinto-me: puflas!

13
Jul 09

então, mas...

 

 

... agora já não se pode dormir nesta casa, é isso?

 

rabiscado por catarina às 23:23
sinto-me: puuf.
música: Joni Mitchell - River

11
Jul 09

isto passou-se a semana passada. ia eu a caminhar pelo corredor do laboratório quando ouvi alguém chamar por mim.

 

ela: olá! epá... estás a sentir-te bem?

teco, o meu neurónio diurno: mau, mau...

eu: olá! estou, porquê?

 

ela: de certeza?

teco, o meu neurónio diurno: lá vamos nós outra vez...

eu: sim... talvez esteja um pouco cansada, mas nada de especial.

 

ela: não terás apanhado nada lá na tua viagem à suécia?

teco, o meu neurónio diurno: ronc, ronc!

eu: não me parece... mas estou assim com tão mau aspecto?

 

ela: estás! ah, já sei, estás a escrever a tese, não é?

teco, o meu neurónio diurno: bruxo!

eu: pois. já sabes o quê?

 

ela: já sei porque tens mau aspecto. tens aspecto de quem está a escrever uma tese.

teco, o meu neurónio diurno: e se fosses lamber maçanetas para um aeroporto internacional, também não era boa ideia?(*)

eu: ah. ok. bem, tenho que ir ali revelar esta membrana...

 

e foi assim que eu decidi transformar-me numa ursa polar(**) e hibernar até passar o mau tempo. ou melhor, o mau aspecto. ou melhor, a escrita. primeiro da tese, depois do projecto. vão ser dois longos meses, meu amigos... para vocês, essencialmente. sim, porque já que eu não me levanto da frente do TóBisha, vocês vão ter que levar comigo a horas e a desoras. agora desunhem-se!

 

(*) não, eu não tenho mau feitio. eu até sou uma pessoa muito doce. o resto da humanidade é que tem a mania de ser irritante.

 

(**) diz que os ursos só atacam quando têm fome. que é coisa que eu nem consigo ter ultimamente. mas se eu fosse a vocês, não arriscava. depois não digam que eu não avisei.

rabiscado por catarina às 22:41
sinto-me: puf-puf-PUF!

10
Jul 09

 

[vista daqui até parece sossegada, não é? com a caudinha enroladinha à volta das patinhas, tão paniiiiiiiiiiiisgas. pela forma como dorme, dir-se-ia que nem sequer tem a consciência pesada pela última asneira que fez... o raio da diabinha-da-tasmânia dorminhoca!]

 

 

 

rabiscado por catarina às 23:44
sinto-me: puf-puf.

 


 

 

 

[olha, olha... é a ponte sobre o tejo!]

 

 

[estão a ver essa cena aí alta? então agora vamos subir até ao 23º andar e espreitar a vista...]

 

 

[... xaran! e o cocktail é por minha conta!]

 

 

[um pouco dado ao narcisismo, o patito. mas fotogénico, o estupor!]

 

 

 

[sim, sim: eu sou muito dada a perseguir patos gigantes por florestas nórdicas encantadas.]

 

 

['TU-GAL! 'TU-GAL! 'TU-GAL!]

 

                                                                                                                      (foto por A.)

 

[acordem-me quando chegar setembro. a sério. só quando chegar setembro.]

rabiscado por catarina às 00:24
sinto-me: ... puf!
música: Better things - Massive attack

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