"It was one of those days when it's a minute away from snowing and there's this electricity in the air, you can almost hear it. And this bag was, like, dancing with me. Like a little kid begging me to play with it. For fifteen minutes."

25
Abr 09

no filme Che, o Argentino, de Steven Sondenberg, as cenas que mais me impressionaram foram aquelas que ilustravam o combate do herói com a sua própria doença, no meio do mato e sem condições médicas que permitissem atenuar o seu desespero. agora que penso nisso, não sei bem porquê. talvez porque

 

 

[eu ia. juro que ia. tinha pensado hoje escrever aqui qualquer treta sobre heróis e a possibilidade de sermos heróis e as vezes que somos heróis para alguém e nem nos apercebemos. pensei nisso a semana passada, quando me apercebi que há 6 ou 7 anos fui uma espécie de heroína para alguém que esteve sentado ao meu lado durante muitas horas mas que eu mal conhecia. eu ia escrever sobre tudo isso, e contar-vos a história, e ficar feliz por ter sido especial. juro que ia. até comecei e tudo. mas depois não fui capaz de continuar.

tudo porque ontem, fisicamente exausta depois de 14 horas e alguns minutos de trabalho&stress non-stop, mergulhei no sofá e aluguei um filme. assim como quem não quer a coisa, quase que à sorte. até porque não me apetecia nada americano, e a escolha não-americana do clube de vídeo da meo ainda é [muito-extremamente] limitada. pode ser este, pensei. no mesmo tom, um nome um bocado piroso, mas que se lixe. provavelmente vou adormecer a meio, por isso…

e depois mergulhei na agitação meiga das ruas de Dublin, captada pelas mãos sempre trémulas mas muito presenciais de John Carney, e apaixonei-me. pela música, pela simplicidade, pelos actores-que-não-são-actores, pela ausência de nomes das personagens principais [quase que podia ser eu, quase que podias ser tu], e pela música outra vez, pelo respirar da realidade em cada cena, pelo sotaque [a princípio tão estranho e no fim já tão suave], pela rapariga que leva o aspirador [como que pela trela] para que o rapaz o arranje.

e a propósito: o nome original do filme é once.]

 

 

 

rabiscado por catarina às 13:14
sinto-me:
música: Falling Slowly - Glen Hansard & Markéta Irglová

4 reclamações:
Também falei deste filme no meu blogue há uns tempos. Uma delícia!
A Devida Comédia a 26 de Abril de 2009 às 03:07

és especial,sim. e muito bonita :)
Z a 26 de Abril de 2009 às 23:49

You stil got tiiiimmmmeeeee "

Lindo!
Sandrinha a 27 de Abril de 2009 às 12:46

Adorei este filme, sobretudo, porque tem "aquele" final, torci para que não aparecesse um final à la TVI, tipo "viveram felizes para sempre". Aliás, foi isso que me levou a identificar-me imenso com ele. A minha vida é feita, como a vida daquele rapaz, de histórias de amores passageiros propícios a belas recordações mas a finais infelizes :)

Adorei também pela simplicidade de todos os "não-actores", daquela beleza imperfeita que nos leva a pensar "aqueles ali podíamos ser nós numa rua qualquer do Porto". E quanto à música, ela não sai do meu mp3 desde então, e acompanha-me no carro juntamente com outra banda sonora doutro filme fabuloso " Into the Wild". numa outra noite que tenhas possibilidade, vê este fime.

Beijocas .
Ricardo a 28 de Abril de 2009 às 22:44

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