"It was one of those days when it's a minute away from snowing and there's this electricity in the air, you can almost hear it. And this bag was, like, dancing with me. Like a little kid begging me to play with it. For fifteen minutes."

28
Abr 09

 

 

[suspiro...]

 

 

rabiscado por catarina às 18:42
sinto-me:

26
Abr 09

oh, o que é isso que estás aí a fazer? tão giro! posso ajudar? e posso saltar-te para o colo? e posso tentar roubar o elástico que tens no cabelo? e posso derrubar a caneca de água que tens a teu lado para hidratar o cérebro em intervalos regulares? e posso morder-te o nariz? e posso ficar completamente louca a tentar perseguir os teus dedos enquanto eles deslizam pelo teclado? e posso contar-te o que andei a fazer até agora ao teu Ficus (não gostavas muito dele, pois não? era assim monótono, paradito, as folhas nem gostavam de brincar nem nada...)? oh, dá-me atenção. oh, anda trepar às cortinas comigo. oh, anda perseguir que nem uma louca o peixe-palhaço de peluche que me ofereceste na semana passada (a propósito, esta noite comi-lhe uma barbatana). oh, anda brincar às escondidas no meio das almofadas do sofá. oh, anda espalhar erva-gato pelo chão da cozinha (para tu veres como eu gosto dos presentes que me trazes...). oh, anda dar cabeçadas nas janelas todas para veres se consegues apanhar o teu reflexo distraído. oh-anda-oh-anda-oh-anda.


rabiscado por catarina às 12:49
sinto-me:
música: Angélica - Chico Buarque

25
Abr 09

no filme Che, o Argentino, de Steven Sondenberg, as cenas que mais me impressionaram foram aquelas que ilustravam o combate do herói com a sua própria doença, no meio do mato e sem condições médicas que permitissem atenuar o seu desespero. agora que penso nisso, não sei bem porquê. talvez porque

 

 

[eu ia. juro que ia. tinha pensado hoje escrever aqui qualquer treta sobre heróis e a possibilidade de sermos heróis e as vezes que somos heróis para alguém e nem nos apercebemos. pensei nisso a semana passada, quando me apercebi que há 6 ou 7 anos fui uma espécie de heroína para alguém que esteve sentado ao meu lado durante muitas horas mas que eu mal conhecia. eu ia escrever sobre tudo isso, e contar-vos a história, e ficar feliz por ter sido especial. juro que ia. até comecei e tudo. mas depois não fui capaz de continuar.

tudo porque ontem, fisicamente exausta depois de 14 horas e alguns minutos de trabalho&stress non-stop, mergulhei no sofá e aluguei um filme. assim como quem não quer a coisa, quase que à sorte. até porque não me apetecia nada americano, e a escolha não-americana do clube de vídeo da meo ainda é [muito-extremamente] limitada. pode ser este, pensei. no mesmo tom, um nome um bocado piroso, mas que se lixe. provavelmente vou adormecer a meio, por isso…

e depois mergulhei na agitação meiga das ruas de Dublin, captada pelas mãos sempre trémulas mas muito presenciais de John Carney, e apaixonei-me. pela música, pela simplicidade, pelos actores-que-não-são-actores, pela ausência de nomes das personagens principais [quase que podia ser eu, quase que podias ser tu], e pela música outra vez, pelo respirar da realidade em cada cena, pelo sotaque [a princípio tão estranho e no fim já tão suave], pela rapariga que leva o aspirador [como que pela trela] para que o rapaz o arranje.

e a propósito: o nome original do filme é once.]

 

 

 

rabiscado por catarina às 13:14
sinto-me:
música: Falling Slowly - Glen Hansard & Markéta Irglová

14
Abr 09

 

Can you hear the drums, Fernando?


I remember long ago another starry night like this.

 

conto os dias, as horas, as demoras: falta pouco. um aperto meigo no peito, do lado esquerdo quem sobe, segreda-me uma esperança ritmada e constante. arrumo o cabelo atrás da orelha num gesto rápido e mecânico, nas pontas dos dedos trago um nervoso miudinho que me faz sorrir por nada e por tudo. fecho os olhos e, por dentro do escuro sem fim das minhas pálpebras, surge o relvado do Dragão, imponente e pleno como só ele sabe ser. e de repente, hoje já não é hoje. de repente, o meu corpo afunda-se na luz branca do meu sofá e materializa-se inteiro no meu lugar junto ao palco dos deuses. um vento agreste do norte brinca com o meu cabelo e eu quedo-me naquele espanto sempre renovado: o quanto de mim é feito de ventania e sotaque carregado, horizontes longíquos e alma suada. cumprimento os vizinhos do costume, que entretanto vão chegando, com um sorriso largo como o compasso audível do meu coração. verifico o nó do cachecol no pulso esquerdo, enrolo os dedos na ponta da camisola, procuro o teu olhar e sorrio uma vez mais, agora só para nós dois.

 

They were closer now, Fernando

Every hour, every minute seemed to last eternally.

 

de todas as impaciências, é esta a que me morde mais os nervos: aqueles minutos de espera, aqueles minutos que nem sequer passam porque só existem dentro do balneário, onde as vozes se elevam e trepam pelas paredes sempre em busca daquele orgulho, daquela fome, daquele Mundo. falo contigo de coisa nenhuma, tento enganar o formigueiro de emoções que lavra no meu peito. a saber que vais fazer uma careta e mandar-me calar (“cantas bem tu, cantas!”), desato a trautear a música que me enviaste por e-mail poucas horas depois do jogo da primeira mão, "dedicada ao homem do jogo":

 

I was so afraid, Fernando

We were young and full of life and none of us prepared to die…

And I’m not ashamed to say

The roar of guns and cannons almost made me cry.

 

apetece-me imenso rir e não sei bem porquê. nunca estamos exactamente preparados para cair, pois não? mas há aquela magia doce no cair de pé. aquela dor meiga de quem lutou até ao limite das forças, e mais um pouco ainda, de quem acreditou, de quem foi sempre igual a si próprio. não falo de vitórias morais: sabes bem que essas me cansam, me agastam. falo deste orgulho tão poderoso que parece querer rebentar e abrir uma ferida de vida mesmo a meio do meu peito. falo desta vontade de ser maior – falo deste Ser maior.

 

I can see it in your eyes

How proud you were to fight for freedom in this land.

 

[e sabes, nada mais me importa. nada. durante anos deixei-me irritar e consumir por quem confunde grandiosidade com corrupção. agastei-me em trocas de palavras que embateram contra o enorme muro da surdez. queriam justiça: a justiça assumiu. mas agora, e depois das decisões tomadas, a justiça já não presta. querem que seja verdade o testemunho de quem conta que entregou um envelope a um árbitro com uma determinada quantia de dinheiro, que depois já não tinha entregue o envelope mas apenas assistido à transação, e depois já não tinha assistido à transação mas ouvido falar por uma porta fechada, e depois já não tinha a certeza quanto dinheiro estava dentro do envelope, e depois já não tinha bem a certeza se era dinheiro mas era capaz de jurar a pés juntos e sobre a bíblia que sentiu o aroma a notas de 50 euros no ar. querem acreditar no testemunho de uma pessoa que durante dois anos acusou de mentirosa a outra, e certa madrugada entrou esbaforida pela porta do MP e assinou um documento a dizer que, afinal, a mentirosa era ela. querem que as famosas escutas telefónicas ao Pinto da Costa sejam devidamente punidas, enquanto deixam as igualmente graves feitas ao Luís Filipe Vieira caírem no esquecimento (um “esse pode ser!” ao terceiro nome de árbitro que se escuta na insuspeita voz que suporta o diálogo do outro lado da linha). querem que encontros às tantas da noite em hóteis de Cascais entre a tal que tem nome de fruto seco – e haverá, em todo este país, alguém com a alma mais ressequida do que ela? – e a juíza de instrução criminal que abriu os processos do apito dourado seja perfeitamente inocente. eles querem tanta coisa. não sei que mais eles querem.

vou-te contar um segredo: culpas, terão todos os grandes e em partes idênticas. mas há quem se esforce mais a apontar o dedo aos outros do que a olhar para dentro e resolver os problemas pela base: melhorar a qualidade do seu futebol. por isso, não me interessa. estou cansada. deixá-los a acreditar no que quiserem acreditar. esta noite é só nossa, e só nós conhecemos a grandiosidade pelo lado de dentro.]

 

There was something in the air that night

The stars were bright, Fernando.

They were shining there for you and me

For liberty, Fernando.

 

por isso, esta noite, nada mais interessa. apenas os nossos deuses, os que vestem de azul e branco. apenas sairmos daqui de cabeça erguida, independentemente do resultado, com a certeza de que não ficou nenhum centímetro de relva sem ser pisado, suado, arranhado-arrancado-desejado. acenar aos ingleses, à entrada e à saída – talvez desta vez troque a minha camisola por uma dos adeptos dos nossos adversários, que dizes? os costumeiros acenos e sorrisos de quem sabe viver o futebol pelo futebol, de quem se sente orgulhoso por estar ali, por ter chegado até ali, por ser quem é. por isso, e esta noite, só o futebol interessa. só o desporto conta.

 

I could hear the distant drums

And sounds of bugle calls were coming from afar

 

 

quatro patitas saltam para cima das minhas pernas, uma cabecinha peluda dá-me uma marradinha no queixo, e eu abro os olhos, como quem acorda. e de repente, hoje já é hoje outra vez. conto os dias, as horas, as demoras. falta pouco, mas ainda esse pouco teima em permanecer. sacudo o cabelo, pouso os dedos sobre o dorso peludo que entretanto se instalou no meu colo, olho pela janela e sorrio. à minha frente, um vidro de 5 metros e 14 cm de comprimento rasga a parede e inunda-me de mar o quarto. sou assim, eu: gosto de coisas rasgadas, de horizontes infinitos, de luminosidades absurdas e de todos os tons de azul.  

 

 

UPDATE - 09Ab15, 23:34

conduzo para casa, por entre a chuva e o desânimo. desligo o rádio, aborrecida: oscilo entre a tristeza e frustação. estou cansada, adoentada, dói-me o corpo, e o asfalto parece que nasce continuamente debaixo de mim. ao menos se a chuva parasse... acciono o limpa pára-brisas e cravo as duas mãos no volante. tento concentrar-me na noite que passa a correr pelos vidros laterais do meu carro. e, de repente, parece-me ouvir algo. uma voz, sei lá. um sussurro. atento no som: meigo, muito ao de leve, quase uma carícia. diminuo para quarta, encosto à faixa da direita. procuro-o e ele surge-me, novamente: é um fio de voz. percebo, pasmada, que ele nasce de uma fresta tímida dos meus lábios. tento perceber o que ele diz, com cuidado. parece-me ouvir: but it's been no bed of roses/ no pleasure cruise. será? poderá ser? e ele, novamente, o meu fio de voz: I consider it a challenge before the whole human race and I ain't gonna loose. e então percebo. percebo-me. procuro o meu olhar no retrovisor e sorrio. e deixo sair, agora a plenos pulmões: we are the champions, my friend/ and we'll keep on fighting 'till the end. 

 

de pé. foi de pé que caímos, rosto erguido contra o vento.

e cada instante valeu a pena. cada instante.

valeu.

a pena.

[mesmo a lágrima teimosa, o pedacinho de alma que não soube esconder.]

 

porque só um Campeão sabe cair assim.

rabiscado por catarina às 19:34
sinto-me:

10
Abr 09

gosto de imaginar que existem sombras de vida que trocam passos e palavras debaixo de toda aquela imensidão de água. gosto de imaginar que não há morte nenhuma que valha o desaparecimento. deito-me sobre as rochas e escuto o diálogo líquido entre a pedra quente e o fundo que nos suporta. fecho os olhos e diante de mim desfilam pessoas, grandes e pequenas, de mãos dadas. os seus cabelos são sustentados por um ondular suave de água doce, e dos seus braços nus surgem escamas de eternidade.

existem os abandonos.

e depois, existem os restos de nós que reencontramos a cada passo.

 


 

 

[fábula da Bióloga-Distraída-Que-Curte-Mais-Bactérias e dos Tolos-Que-N’Ela-Confiavam.

era uma vez uma Bióloga-Distraída-Que-Curte-Mais-Bactérias e os Tolos-Que-N’Ela-Confiavam. a Bióloga-Distraída-Que-Curte-Mais-Bactérias e os Tolos-Que-N’Ela-Confiavam viviam num belo reino que havia nascido de teimosas encostas de granito banhadas por um imenso rio que, durante o dia, servia de abrigo a imensas tainhas saudavelmente saltitantes e, ao cair do sol, adquiria uma tonalidade dourada que lhe havia valido o seu nome: era o Rio De Ouro. este reino majestoso era governado por um honesto rei, o Pinto da Costa, que possuía como único defeito uma queda absolutamente incompreensível para princesas de vida fácil que não declaravam IRS. a seu lado, responsável pela táctica dos seus valorosos deuses guerreiros, o príncipe Jesualdo cuidava de manter intocável a mentalidade vencedora e o orgulho infinito de todos quantos ali habitavam de alma e coração. a Bióloga-Distraída-Que-Curte-Mais-Bactérias e os Tolos-Que-N’Ela-Confiavam viviam muito felizes.

num certo dia de primavera, a Bióloga-Distraída-Que-Curte-Mais-Bactérias e os Tolos-Que-N’Ela-Confiavam resolveram partir à caça de gambozinos. com os seus cavalos bem atestados e os seus GPSs portáteis amarrados ao pulso, lá partiram para um paraíso não muito longíquo do reino e chamado Gerês. a meio da caça, tendo já metido um gambozino ao saco e apanhado um belo pato que castigaram animadamente num divertido almoço, um Tolo-Que-N’Ela-Confiava chamou pela Bióloga-Distraída-que-Curte-Mais-Bactérias:

- ó mana, ó mana, olhai lá uma pequena cobra. como ela é engraçada! a mana, com toda a sua sapiência científica, saber-me-á por acaso dizer que belo espécime é este que eu aqui me encontro a observar?

a Bióloga-Distraída-Que-Curte-Mais-Bactérias aproximou-se e debruçou-se sobre o escamoso rastejante:

- pois que belo animal aqui haveis encontrado, meu estimado irmão. olhai, olhai – disse então a Bióloga-Distraída-Que-Curte-Mais-Bactérias para os restantes Tolos-Que-N’Ela-Confiavam – que belo réptil aqui temos para o jantar.

e todos os Tolos-Que-N’Ela-Confiavam se aproximaram, curiosos, e formaram um círculo observador em torno do belo animal.

enquanto isto, dentro do cérebro da Bióloga-Distraída-Que-Curte-Mais-Bactérias, o neurónio Tico espreguiçava-se longamente, deixando escapar os últimos resquícios de sono num bocejo prolongado. calçou os chinelos de quarto, vestiu o roupão, e arrastou-se até aos olhos da Bióloga-Distraída-Que-Curte-Mais-Bactérias para ver o que se estava a passar. surpreendido pela visão do olho esquerdo, logo correu a acordar o Teco, excitadíssimo:

- acorda, pá, acorda! olha que a gaja não está a ler aqueles artigos científicos chatos! acorda, hoje temos férias!

o neurónio Teco, ainda tonto pelo súbito acordar – o Teco sofria há já muitos anos de tensão baixa pelo que, após consulta médica, foi aconselhado a fazer todo e qualquer movimento sempre com muita calma e muito devagar – lá ocupou  a sua posição aos comandos do olho direito.

- ena, Tico, tinhas razão! não é que a gaja não está a trabalhar?! ena, que divertido!

o Tico retrucou, ainda excitado:

- e já viste que belo espécime rastejante aqui temos? tão fofinha, com a sua cabecinha triangular…

- … e narizinho arrebitado, topa lá! – acrescentou o Teco – e quer brincadeira: repara como põe activamente a língua de fora! está a fazer caretas!

- que engraçado, ó Teco: este tipo de comportamento associado a este corpinho laroca está-me a fazer lembrar qualquer coisinha que aprendemos a conhecer algures durante o curso, mas não estou bem a ver… - disse o neurónio Tico, enquanto coçava as suas dendrites.

o neurónio Teco irritou-se levemente:

- como és alarmista, meu caro Tico. daqui a pouco ainda me vens cá dizer que isto é uma Vipera latastei, não?

e eis que um silêncio profundo se instalou entre os dois neurónios da Bióloga-Distraída-Que-Curtia-Mais-Bactérias, cada um no seu olho e absorvido pelos seus pensamentos. até que um grito irrompe pelo cérebro, fazendo eco nas paredes nuas:

- Tico… isto É uma Vipera latastei! rápido: vai ali dar ordem às pernas para fugirem ! mas sem movimentos bruscos, que esta gaja ataca!!

- mas, Teco, e os outros Tolos-Que-N’Ela-Confiam?

o Teco suspirou, algo agastado:

- eu vou ali dar corda à língua, que não exige grande esforço. já sabes o que o médico que disse, não posso fazer grandes esforços. agora tu, xispa para as pernocas! xô, xô.

e foi assim que a Bióloga-Distraída-Que-Curte-Mais-Bactérias, ainda a trocar os olhos, conseguiu alertar a tempo todos os Tolos-Que-N’Ela-Confiavam e garantir que o clã escapava ileso a uma mordida da dita cuja rastejante. e foram todos felizes para sempre. fim.]

 

como qualquer fábula, isto tem algures uma lição de moral. mas não estou bem a ver qual é, nem posso agora perder tempo com isso: tenham lá paciência, mas tenho uma tese sobre bactérias para escrever.  

 

rabiscado por catarina às 13:13
sinto-me:

01
Abr 09

eu sou uma pessoa muito democrática, acreditem que sou. mas há alturas em que me apetecia correr tudo à chapada e ao pontapé e, aplicando a velha máxima de que vozes-de-orelhudos-cinzentos-não-chegam-ao-céu, proibí-los a todos de zurrar. diacho.

isto a propósito da notícia respeitante à mudança de direcção no IBMC. habitualmente, e por uma mera questão de higiene mental, poupo-me à leitura dos comentários dos leitores, cuja permissão se tornou prática corrente em tudo quanto é pasquim electrónico. mas nesta notícia em particular não resisti a espreitar,  mesmo sabendo de antemão que isso me iria provocar cólicas intelectuó-psicologicó-mentais o resto da tarde. ah, como eu fico feliz: grande é o Povo, que nunca me desilude. por entre os inevitáveis erros ortográficos, chovem as críticas de quem não sabe, não percebe e não atinge o que é a Ciência. não falta quem confunda orientação sexual com integridade e competência. abunda a xenofobia de quem critica a saída de um americano (que por acaso é português) casado com um judeu para a entrada de um chileno. ouve-se (pasme-se!) falar do lobby gay que aumentou a empregabilidade dos homossexuais cá no tasco (e eu, que passei a tarde inteira a contar pelos dedos e ainda não esgotei uma mão sequer…). troca-se orgulho por pedantismo, autoridade por autoritarismo, capacidade por nada. se tudo isto não me desse vontade de chorar, provavelmente até me daria vontade de rir.

e não, não sou eu que tenho mau feitio. a estupidez é que é infinita. como o Universo, aliás.

rabiscado por catarina às 19:45
sinto-me:

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